Não.

Caso exista outra via de sucesso para além da cirurgia, deve-se primeiro tentar essa possilidade.

No que diz respeito ao joanete, só no início do aparecimento deste, é que bons suportes plantares personalizados (palmilhas) poderão ajudar, mas só por algum tempo.

Caso não se verifique um alívio considerável das queixas e, se existirem deformações visíveis nos pés, a melhor solução passa pela correção, através de cirurgia em regime ambulatório.

A maioria dos joanetes só é tratável com recurso a cirurgia.

Talas e almofadas de silicone à venda nas farmácias podem ajudar, assim como em alguns casos, os tratamentos prestados por podologistas, mas não são a solução definitiva para o problema.

  • Primeira consulta: identificação do diagnóstico; caso necessário será efetuada radiografia ao pé.
  • Aconselhamento sobre o tratamento médico necessário com elaboração de um plano de tratamento.
  • Se houver necessidade de uma correção cirúrgica, esta é feita em regime ambulatório na Clínica, com anestesia local ou loco-regional, e administração de um sonífero. O paciente dorme e não sente dor.
  • Uma hora após a cirurgia o paciente pode sair da Clínica. É-lhe facultado o contacto direto do médico cirurgião e enfermeira e agendada uma marcação para o dia seguinte, no consultório.

Nos anos 80 apareceu a cirurgia chamada “mini-invasiva” ou “percutânea”, onde se fizeram incisões com menos de 5 mm. Feita sob vista de raio x, que só mostra os ossos, não se conseguiam ver as outras estruturas, como nervos cutâneos, cápsulas, tendões e outros, por isso os resultados não se apresentaram eficientes.

Ainda se pratica este tipo de cirurgia embora seja controversa.

Hoje em dia existem novas variações deste método cirúrgico. O primeiro foi feito pelo Dr. Peter Bösch, Viena – Áustria. A vantagem desta osteotomia são as incisões pequenas, mas há a desvantagem da osteotomia inerentemente instável, que não é estável o suficiente, para manter a correção sem fixação interna.

Se planeia fazer este tipo de intervenção peça uma segunda opinião a um especialista.

Após cada intervenção cirúrgica fica forçosamente uma cicatriz, mas estas são pequenas. No entanto, o acesso deve ser suficientemente grande para possibilitar ao cirurgião uma melhor visão e correção do problema.

É utilizada uma sutura intradérmica, com fios absorvíveis, o que proporciona cicatrizes esteticamente com melhor aspeto.

As cicatrizes são sempre avermelhadas no início, mas clareiam no decorrer de um ano. Durante este tempo as cicatrizes expostas ao sol deverão ser protegidas com uma camada espessa de creme.

Em quase todos os casos a deformação ainda pode ser corrigida, de forma a que o pé volte à sua posição normal e tenha uma boa aparência, contribuindo assim para o desaparecimento das dores.

Quando fizer uma consulta pré-operatória comigo, traga todos os documentos da cirurgia anterior, sobretudo radiografias.

As radiografias são importantes porque o método de correção depende do tipo da cirurgia que foi efectuada anteriormente.

O princípio da medicina é: quanto mais cedo melhor. Porque a correção cirúrgica a uma deformação ligeira é mais fácil de efectuar do que em casos mais avançados, nos quais toda a operação se torna mais dispendiosa e difícil.

Também por razões estéticas é recomendável que a correção seja feita cedo, pois desta forma se pode atingir mais facilmente um bom resultado em termos estéticos

Do ponto de vista médico, uma intervenção cirúrgica ao pé em ambulatório tem vantagens:

  • A operação ambulatória é feita por um cirurgião com especialização em cirurgia do pé, utilizando métodos avançados.
  • Não necessita anestesista geral nem internamento.
  • Anestesia é local ou loco-regional com aplicação de um sonífero, por isso não necessita de fazer análises nem eletrocardiograma antes da cirurgia, a não ser que o paciente sofra de problemas de saúde graves.
  • O tempo no bloco operatório é entre 45 minutos a 2 horas, dependendo do problema.
  • Pode andar pelos seus próprios pés logo após a cirurgia, sem dor, usando sapatos pós operatórios.
  • São fornecidas todas as informações necessárias para o pós-operatório.
  • Mudança de ligaduras no dia seguinte à intervenção, pelo médico cirurgião.
  • Para acompanhamento, é facultado o contacto directo do médico cirurgião e enfermeira assistente.

É necessária uma anestesia geral?

Do ponto de vista médico não é necessária uma anestesia geral. Faz mais sentido uma sedação através de um sonífero pois o paciente adormece rápidamente e não sente nada. Durante este tempo é aplicada uma anestesia local “bloqueio do pé”, ou seja, uma anestesia completa ao pé até mais ou menos acima do tornozelo, que dura entre 15 a 20 horas. O paciente não sente dores.

Vantagem: a transmissão da dor ao cérebro é completamente bloqueada e o paciente não sente, por assim dizer, absolutamente nada. Como não há hiper-estimulação do cérebro, o paciente tem menos dores após a intervenção, com a utilizacão deste “bloqueio do pé”, do que através de uma intervenção com anestesia geral.

Independentemente do tipo de anestesia utilizada, a operação a um joanete demora cerca de uma hora. No entanto, o tempo dependerá também do método utilizado, da extensão e antiguidade da deformação.

Cerca de uma hora e depois poderá ir para casa, sem dores, pelo seu próprio pé com um sapato pós-cirúrgico.

Sim.

  • Evita uma anestesia geral, a qual não é necessária para uma cirurgia ao pé, mas que nos hospitais é utilizada duma forma rotineira para este tipo de operação.
  • Evitam-se riscos desnecessários devido à deficiente organização e falha de informação que podem existir nas grandes instituições. Desde o início vou ser o seu único médico assistente e por isso saberei tudo sobre a forma e o decorrer da intervenção cirúrgica, bem como dos cuidados pós-operatórios. Não há risco de perda de informações.
  • Em todos os hospitais existem bactérias e germes residentes que por vezes se mostram resistentes a antibióticos (por ex. MRSA). Assim, através de uma operação em ambulatório evita-se o risco de contrair uma infeção “nosocomial” (hospitalar).
  • Existe actualmente nos hospitais uma tendência médica para intervenções cirúrgicas mais complexas aos pés, onde colocam grandes implantes e parafusos que aumentam desnecessariamente a invasão cirúrgica, obrigando o paciente a uma permanência no hospital.

Não, porque a metodologia desta cirurgia é mini-traumática. Contudo, a dor é uma sensação muito individual, pelo que o que sente um paciente não é igual a outro paciente.

Alguns pacientes tomam analgésicos durante dois dias, outros durante uma semana.

Sim. Logo após a intervenção, o paciente recebe um sapato especial (sapato pós-cirúrgico) para que o pé enfaixado possa caber no mesmo. Desta forma pode andar imediatamente, desde que o local operado não tenha de suportar o peso total do corpo.

A maioria dos pacientes já se habituou a andar assim antes da operação, dado que o local do pé agora operado provocava dor.

Não, pelo contrário. Dado que pode andar logo após a intervenção cirúrgica, não existe nenhum perigo acrescido de trombose. Quando a articulação do talo tiver uma mobilidade de pelo menos 30° e o pé suportar pelo menos 30 kg do corpo, não há necessidade de injectar qualquer medicamento contra a trombose.

Apenas após raras e grandes operações ao retropé, é que o pé não deve ser sobrecarregado e diariamente é aplicada uma injeção. Então, devido aos efeitos secundários do medicamento injectado (heparina) é necessário fazer regularmente análises ao sangue e às plaquetas (síndroma de HIT).

Na generalidade: na primeira semana após uma correção em ambulatório, não deve andar muito. Em casa pode movimentar-se à vontade, no entanto deverá manter o pé em repouso e elevado durante o maior tempo possível.

Se trabalhar num escritório sobretudo sentado e tiver oportunidade de apoiar o pé num banco, pode trabalhar após os primeiros 3-5 dias.

Se tiver um trabalho em que tenha de andar muito e/ou carregar pesos, é necessária uma interrupção entre 1 a 2 meses. Para este período de tempo é emitida uma baixa médica.

É variável.

Se a cirurgia for ao pé esquerdo, pode conduzir logo, desde que o automóvel seja automático. Se o carro tiver embraiagem, pode conduzir após 3-4 dias desde que ao carregar na embraiagem não sinta dor na zona do mediopé e do retropé. Isto é o que acontece na maioria dos casos, no entanto deve experimentar primeiro.

Se a cirurgia for ao pé direito, deverá esperar 2-3 semanas. Em caso de uma situação de perigo no trânsito, poderá ter de travar bruscamente,. Ou seja, experimente primeiro uma travagem brusca com a viatura parada. Se conseguir efetuá-la, então pode conduzir.

Sim, mas apenas nos casos em que seja mesmo necessária a correção do “Hallux valgus” (joanetes) de ambos os pés e em que o paciente seja suficientemente jovem para poder andar durante um certo tempo (3-4 semanas) de maneira a que não sobrecarregue as zonas operadas com o peso do corpo.

Caso contrário só deverá ser corrigido um pé; o outro poderá ser corrigido cerca de 3 meses mais tarde.

Sim, isso é possível e a isso se deve ambicionar. Mesmo em casos bastante avançados, após a operação, o pé deve poder ser sobrecarregado sem dores. Por vezes é necessário corrigir até 10 deformações diferentes num pé e numa única sessão.

O tratamento pós-operatório e a completa recuperação do pé demora então mais tempo (até 3 meses), sempre de acordo com a extensão das intervenções cirúrgicas.

A influência dos sapatos de salto alto é na generalidade exagerada.

É claro que nestes casos o pé se encontra numa posição antinatural, o que muitas vezes agrava problemas já existentes. A origem de deformações nos pés é, no entanto, na maior parte das vezes, de natureza genética.

Não dói, pois é feita uma anestesia local.

Passados 30 minutos poderá fazer a sua vida normal.